quarta-feira, 21 de Maio de 2008

Benga "Diary Of An Afro Warrior"


Caso "Diary Of An Afro Warrior", estreia de Benga tivesse sido publicado em 1998, teria sido associado a IDM/Techno/Dub/qualquer coisa.

"Teria/seria" à parte, em plena febre (ou ligeira constipação?) Dubstep Britannia 2008 é aí, no cada vez menos estanque Dubstep, diga-se com premência, que Benga tem sido associado.
Os baixos ultra-graves adivinham cidades sem fim à vista, negras e pulsantes. Acentuam o ritmo que tanto deve à Urbanidade digital-mecânica, como ao instinto primitivo, mais cru, primário, incontrolável.
Ritmos que musicalmente tanto devem ao IDM claustrofóbico de Squarepusher, ao ex-Techno algoritmico de Autechre, como ao jungle/drum 'n' doublebass fervilhante de Roni Size, homenageado desde logo em "Zero M2"
Dub? Profundo e metálico? Esse está na massa do sangue de Benga.
Sem margem para dúvidas, Benga através de uma manipulação não-formatada de várias musicalidades, sobreviverá muito para além da exposição Dubstep, e assegura o seu próprio futuro que se quer: Like An Afro Warrior.

terça-feira, 20 de Maio de 2008

Erykah Badu "New Amerykah pt. One (4th World War)"


Do tão esperado regresso da "analog girl in a digital world", ressalva e sublinha-se a cada vez mais ténue linha que separa a Soul do Hip-Hop. Fará sentido diferenciar ainda, os 2 géneros musicais? Não, nesta renovada visão de Erykah Badu.
A abrir o disco, o oficio de corte e costura em "Amerykahn Promise" entre o funk, blackxploitain série-b e o Hip-Hop de intervenção cirurgica anuncia-se desde logo que a sensualidade dos tempos de "On & On", coadjuvada plos Soulquarians foi lá atrás.

Numa Nova(?) América a braços com a escolha de um novo rumo politico democrata(?), importa agitar consciências, nem que para isso lhe custe alienar alguma da audiência instalada e conservadora norte-americana.
Se uns se alienam, Erykah Badu com toda a certeza chegará aos ouvidos receptivos de quem tem na supa-sister Ursula Rucker, um farol. A mensagem em conteúdo, anda lá perto.
Decidida a levantar os punhos ainda mais alto, num rasto de esfinges destroçadas, subtilezas Soul à parte, Erykah deixa-se contagiar acima de tudo plo batimento radiante de Madlib e Sa-Ra Creative Partners. Co-autores incontornáveis dos ritmos, harmonias e arritmias desasossegadas que se elevam ao longo do primeiro capítulo de "New Am Erykah".
Hip-Hop vintage omniconsciente e empenhado em mais do que servir apenas como pano fundo aos pensamentos incisivos e de Erykah Badu. Lâminas pressionantes:

"Now to my folks think they living sweet, Well they gone fuck around and push delete. To the girls on perscriptions pills, I know how ya feel. To my boys in iraqi fields, This aint no time to kill. To my girls in therapy, See I'm tellin' you this for free. To my folks up on the hill, With the cake and dollar bills, You need to watch da dirty cop.
They the one you need to watch.
Im talking bout the dirty cop!
They the one you need to WATCH!" in "Soldier".

Um disco muito pouco simples, com muitas curvas e entrelinhas que precisa de algumas audições para que comece a fazer sentido. Para que se perceba como as peças do puzzle Erykah-Madlib-SaRa encaixam. Apenas a pouco inspirada "Telephone", fecho deste primeiro acto, destoa de "4th World War". Seria muito perto de perfeito se "That Hump" tomasse a responsabilidade de fechar as cortinas.
"New Amerykah" é uma trilogia. Depois da primeira parte "4th World War", a segunda parte "Return Of The Ankh" sairá já em Junho. Em Setembro, chegará o último tomo.

"Soldier", delícia venenosa mel-fel ,com a colaboração de Kareem Riggins, habitual percussionista que acompanha Madlib, faz a ponte perfeita entre a longiqua-não-tão-longiqua-Soul Baduizm e o New Amerykah Hip-Hop.

sábado, 17 de Maio de 2008

ESPACIAL DISSIDENT RECORDS ESPECIAL


A operar a partir de Inglaterra, atenta às tendência NuQualquercoisAvantDisco, a Dissident Records desde o ano passado tem editado singles em vinil, exclusivamente com lados A, e de tiragem limitada a 200 exemplares. São loucos! Loucos!
Golpe de marketing para aguçar a procura em torno das suas edições? Assim parece. E?
Manobras pouco inocentes à parte, a Dissident graças a edições chave-certa, ocupa o lugar mimoso estimulante que a também ponta-de-lança DFA ocupou no principio de actividades. A frequência da frente.

O downtempo robótico sonhador circular, de tenso a encantatório, munido de sintetizadores em 3ª mão de Ali Renault, em "Scuffs". O espaço caleidoscópico orgânico, viajante sonhador de Cage&Aviary em "Televison Train", o nosso favorito. O Arábico beat sonhador em bola de espelhos mecânica e drogada de "False Energy" dos Binary Chaffinch.

Vira sonhador dissidente.

Justificadamente trend-setter, ou anti trend-setter...como a própria história se tem encarregado de o provar acerca da editora de Goldsworthy e Murphy, antecipamos um futuro semelhante para a Dissident Records.

Revendo a matéria dada, aí ficam alguns dos lançamentos da editora em 2007:





Já com selo 2008:


O Cosmos navega-se e uma das últimas edições da Dissident foram os portugueses Photonz com o tema "Shaboo". Em breve, a ele voltaremos.

domingo, 11 de Maio de 2008

Sobre os Edits...

... ou Re-Edits, Cuts e Re-Cuts.

De acordo com Pilooski, um edit não é mais que: Copy paste reconstitution of a piece for long lasting pleasure seeking Dj's.

Têm saído vários Edits para os escaparates nos últimos tempos. Muitos são redudantes porque nada acrescentam de especial ao original. Pelo contrário, os de Todd Terje, Pilooski, Greg Wilson e porque não dizê-lo, Tiago Miranda, são excepção pla arte, engenho e toque personalizado. Não só os potenciam, como os transformam.

Em estado de graça continuado, aí ficam 2 propostas a cargo de Tangoterje, um dos alter-egos de Todd Terje; e Greg Wilson, um dos pioneiros/divulgadores do Electro Funk durante os anos 80 no Reino Unido, e que recentemente regressou ao activo após um hiato demasiado longo...


Paul Simon "Diamonds Dub (Tangoterje Edit)"

Elektrons "Get Up (Greg Wilson's Special Mix)"

"Computer Incarnations For World Peace Vol. II"


Aguardamos pla compilação de biscoitos Slow Druggy Disco da Dissident Records. A editora mais "out" das novas desandanças Discadas.
Entretanto para enganar a ansiedade, fresquinha, recém saída do forno NuDisco, a Sonar Kollektiv entrega o Vol. II da série "Computer Incarnations For World Peace".

Sob o signo Topical Disco/New Age Boogie, na perspectiva da repescagem para a contemporâneidade, apresenta a respectiva evolução do Disco nos últimos anos.
"CIFWP Vol.II" releva conceitos recuperados recentemente como Balearic, ItaloDisco, CosmicDisco, ou o favorito cá da casa: DreamersDisco.
Através de revisitações Funk à solta, House arrastado por nuvens Downtemporizadas ou experiências tropicalistas.

Todd Terje & Prins Thomas, Project Sandro, Chateau Flight e Woolfy, entre outros nomes presentes, demonstram e asseguram o futuro do NuDisco.

Selecção a cargo de Gerd Janson.

sábado, 10 de Maio de 2008

Carl Craig "Sessions"


A primeira santissima trindade do techno de Detroit é formada por Derrick May, Juan Atkins e Kevin Saunderson. Os pioneiros.
A segunda santissima trindade do techno de Detroit é formada por Moodymann, Theo Parrish... e Carl Craig. A segunda vaga de pioneiros.

Comum entre eles, senão o Tempo, a ocupação do mesmo Espaço sideral. Usar o Techno para chegar ao House, Funk, Dub, Soul e ao Jazz. Colocar alma no que se faz e ultrapassar géneros estilisticos.

"Sessions", dupla compilação, reune algumas das remisturas efectuadas nos últimos anos plo próprio a artistas que vão dos Rythm 'N' Sound aos Beanfield ou Faze Action; e recupera temas de Craig sob os pseudónimos Innerzone Orchestra e Paperclip People, tão bem demonstra Jazz, ano 3000, como a vocação de bem esculpir Soul em pedra Techno.

Hercules & Love Affair "Hercules & Love Affair


A habilidade de Goldsworthy como A&R, e o ouvido solene de de Murphy têm valido à DFA desde o inicio de actividades, estatuto e padrão de qualidade tão capaz de convencer o opinion-maker mais exigente, como de chegar a uma massa de ouvintes não tão elitistas quanto se suporia, sem contudo não alienar o trendy-hipster mais desempoeirado.
Foi precisamente nesse território calcado por tantos sem acusar desgaste, que "Sound Of Silver", obra maior de LCD Soundsystem se alojou.
A estreia homónima de Hercules & Love Affair invade e apropria-se do mesmo patamar.

Andy Butler, músico de formação clássica, em tempos olhado com desconfiança plos seus professores no Conservatório, graças a um "extravagante" interesse plo Disco-Sound e respectivo boogie, chega ao longa duração com uma reputação criada a partir do vanguardista single "Classique#2", cujo lado B "Roar" de tão vanguardista, parecia implorar a quem o ouvisse um desejo interminável de consumir a mesma poção mágica com que o senhor Butler desperta. "Roar" também tinha Antony Hegarty.

"Hercules & Love Affair" também tem a participação de Hegarty. Em 5 dos 10 temas do disco é sem dúvida incontornável o impulso e a profundidade interpretativa com que Hegarty impulsiona "You Belong" ou "Blind" por exemplo.
Mas só por pouca destreza mental se pode avaliar "Hercules & Love Affair" somente pla presença de Hegarty.
O trabalho de Andy Butler é tão amplo, sofisticado, complexo e urgente que a luz de Hegarty não pode ofuscar tanta qualidade musical e savoir-faire ao serviço de composições cheias de Boogie.

Ecos de Inner City, ESG, Talking Heads, Nile Rodgers, Blondie e claro, o também inenarrável Sylvester, pairam sobre os espelhos inspiradores de Butler e conferem o travo NY-Brooklyn-delicatessen.
O Disco está na moda de há 2 anos para cá. Revistos e assimilados conceitos quase esquecidos como o Balearic ou o ItaloDisco, este é o timing perfeito para que "Hercules & Love Affair" funcione como um manifesto em como a música de dança para os pés e para a cabeça, a que interessa, nunca foi descartável.

Que disco cristaliza 3-décadas-3 de música, desde o Electro Nova-Iorquino ao New Wave, o Acid-House dos inicios dos anos 90, o piano-House da DFA, voltando a passar pla casa de partida: a fundação Disco 70's made in Paradise Garage?

"Hercules & Love Affair".

Hercules & Love Affair "Raise Me Up"

quarta-feira, 7 de Maio de 2008

Aaron Jerome "Time To Rearrange"


Reunindo um muito saudável falatório em torno de si após remisturas efectuadas a temas de Roy Ayers, Nithin Sawhney, Bugz In The Attic e Nicole Willis entre outros, o que lhe valeu o nickname de Mr. Soul Blender, "Time To Rearrange" é a estreia em longa duração, do produtor Aaron Jerome.

Com um extremo cuidado ao nivel dos arranjos, eximio na forma como molda a massa musical ao seu dispôr e releva as melodias com sons e ritmos inventivos q.b., aproveita-se do corredor estilistico sem fim que a formação no Jazz lhe proporcionou e estabelece-se em "Time To Rearrange" como um músico/produtor essencial a seguir e a ouvir nestes novos tempos que se rearranjam. O instrumental que dá título ao álbum ilustra-o com precisão.

Se cuidado e bom gosto ao nível da excelência nos arranjos musicais é uma das caracteristicas do compositor Jerome, o mesmo cuidado soube ter acerca das boas companhias com que escolheu convocar para a feitura do seu primeiro álbum. Vocalistas estabelecidos como Mozez (Zero 7), numa abordagem a um clássico de Terry Callier, Bajka (Bonobo, Radio Citizen, Beanfield), aka Voz De Veludo, ou Voice, contracenam com nomes em inicio de carreira como Kathrin Da Boer (Belleruche), Andrea Triana (a grande sensação da Redbull Music Academy de 2007), ou a emergente sensação da cena Breakbeat made in Uk: o jovem Yungun, capaz de um flow ao nível de Capitol A, fulgurante ao relatar em "Late Night Misssion", uma cómica noite em que além de tudo correr mal, ainda se chega atrasado a um concerto... do próprio (Muita atenção a Yungun que já este mês há-de aparecer no álbum dos The Herbaliser. O GOB já ouviu o tema em questão e assegura que é bomba!).

Auspicioso o primeiro passo de Aaron Jerome, a disparar em várias direcções, do Jazz Electrónico/NuJazz ao Breakbeat, passando plo Jazz de padrões standard. Com o único senão de entre tanta fusão, se perder alguma continuidade ao longo do disco, sem que haja um fio condutor discernivel que pudesse valorizar ainda mais esta colecção de 13 temas.

Aaron Jerome "Way Of Life" (feat. Bajka)
Aaron Jerome "Time To Rearrange"
Aaron Jerome "Dancing Girl" (feat. Mozez)
Aaron Jerome "Late Night Mission" (feat. Yungun)

terça-feira, 6 de Maio de 2008

PINCH "Underwater Dancehall". Dubstep Chega E Parte De Bristol


De Bristol, cidade-âncora que viu nascer 2 dos movimentos musicais revolucionários dos anos 90, o Trip-Hop e o Drum'n'Bass, imortalizada por ilustres como Tricky, Smiht & Mighty, Monk & Canatella ou Roni Size entre outros, chega-nos o jovem produtor Rob Ellis aka Pinch.

Editado nas Ilhas em finais do ano passado, que devido a problemas relacionados com distribuição só já no corrente ano foi oficialmente disponibilizado no resto do mundo.

Associado ao hype Dubstep, Pinch apresenta-se de ensinamentos Made In Bristol bastante bem assimilados.
Soturno, chuvoso, ou cinzento-escuro para não destoar dos seus pares, o jovem Pinch também tem trunfos luminosos e demonstra-os na abertura "Brighter Day", onde se faz luz sobre as sombras, e passa por "Get Up" onde se faz fogo no salão de dança sub-aquático. Fogo esse evidenciado por uma das linhas vocais de Yolanda, convidada em 2 dos temas do álbum:
"In The Darkness I Learn To Make Fire".

No fôlego Grime de "Gangstaz", na Soul em "Get Up" e "Battered, ou no Dub relaxado e encantado de "One Blood, One Source", contando em estúdio com vocalistas como Juakali, Rudy Lee ou Yolanda (Sharon Nelson está contigo!) ao longo de todo o disco Pinch coordena arquitecturas ritmicas de Breakbeat arrastado e Tripado-Hop, numa cadência em doses certas.
O que o distingue, ainda mais, é que sem recorrer a vistosos efeitos ou a truques de laboratório, interessa-lhe acima de tudo o essencial de emular batidas de coração vindas da alma. Há Soul neste disco? Pergunte-se à Yolanda.

Pinch "Get Up" (feat. Yolanda)
Pinch "Battered" (feat. Yolanda)

MSTRKRFT "Bounce"


Outrora fazendo dupla nos Death From Above 1979, ex-banda fetiche de alguns Indie-Mods mais ou menos esclarecidos, o canadiano Jesse F. Keller que era o terrorista que de uma viola-baixo fazia um cagaçal industrial tremendo (abençoada pedaleira bem usada...), fartou-se do Tão-Fashion-Que-Até-Sou-Demodé e vai de se atirar às pistas de dança, das que não têm teias de aranhas, para não mais voltar atrás.

Há 2 anos, o longa duração de estreia "The Looks" valeu a Keller e a Al-P, entre manifestos criticos de incredulidade e ataques da ala conservadora de fãs de DFA1979, a mesma medida de generosos elogios plo manuseio do chip criado, e entretanto perdido, pelos Daft Punk. O single "Bounce", introdução ao novo álbum a sair em Setembro, apresenta MSTRKRFT em mais estrilho digital contínuo e imparável a pedir meças aos também robóticos e loucos Discodeine. De trepar paredes.

sexta-feira, 4 de Abril de 2008

"Jim" - Review

"Jim" veio ao mundo para segregar os ouvintes de Lidell: de um lado aqueles que no inconsciente (ou consciente) haviam traçado o percurso do artista, do outro os que fruem do que cria, sem demais exigências.

E só os segundos parecem contentados com "Jim", álbum em que Jamie presta tributos e faz a música pela música, num formato de compilação de originais lançada no mercado, como poderia ser uma gravação só sua, sem a submeter ao escrutínio dos demais.

Jamie reinventa-se e apropria-se de algo que só a si estava destinado, é inconfundível: tudo isto a par da homenagem prestada aos grandes da Soul, detalhe que irou a crítica particularmente. Mas muito poucos recriam e mantêm autenticidade a este nível.

Em detalhe:

1. Another Day
É ausente das inovações pedidas, mas não será exactamente por isso que abre o álbum?!...
Faz as honras de abertura em elementar celebração da existência.
Sem novidade, é certo, mas em harmonia. E a harmonia é a melhor das matérias-primas para fazer música.
2. Wait For Me

Extraordinariamente mensurado cada seu componente, compassada na espera pelo inebriante refrão... sempre em crescendo... e Jamie semi-grita o refrão, já com o coro Gospel em cena... e extravasa-se tudo, sem entornar uma só gota. O piano é a última adição: e ultrapassa os limites da completude, sem exagerar um só detalhe.
É perfeita, totalmente subtraída às regras das coisas terrestres.

3. Out Of My System
Acordam lá ao fundo o piano e o ritmar feliz da bateria.
Ouvem-se palmas, acordes hilários e foliões que, numa ousada exactidão, compõem a melodia. E esta é viciante, heterogénea... numa homogeneidade ampla de autenticidade e brio.
Finaliza numa funkalhada meio sumida, como quem termina um mural de cores exuberantes em tom pastel, preenchendo os tons do pôr-do-Sol da festança longínqua até ser só um verso por escrever.

4. All I Wanna Do
Calma e contemplativa. Há um coro que ecoa em torno do verde-prata quase invsondável entre esfumaçares de um palco solitário mas defronte a uma sala apinhada de habitués.
E Jamie confessa os seus propósitos “all i wanna do is show you how easy it could be, to paint back the colours, the green in your tree, before it all fades away”.

5. Little Bit of Feel Good
O coro Gospel volta em força, os instrumentos de sopro dão o fôlego e a mítica, até o tempo parecer absolutamente relativo e sem bilhete para ocupar um lugar oficial neste concerto...
A música é o touch que o iliba das agruras da labuta dos dias.

6. Figured Me Out
Talvez por andar a ouvir o novo da Erykah Badu contemporaneamente, não pude deixar de estabelecer uma certa analogia de estilo entre esta faixa e "Amerykahn Promise".
Mas enquanto o som desta provém de algo encenado, ainda que participando do Melting Pot insinuado, Lidell une a manta de retalhos em pedras preciosas: algumas cuidada e excelsamente polidas, outras propositadamente deixadas em bruto, sendo as que nem em bruto, nem totalmente polidas aquelas que animam e convocam a adulação de quem ouve.

7. Hurricane
É realmente um furacão sonoro, mas espantosamente inserido naquele exacto comprimento de onda da frequência sintonizada em "Jim" por Lidell. É uma faixa extraordinária: como uma bola presa a um elástico que se bate com uma raquete: parece sob o domínio do ouvinte, mas a uma pancada mais forte dá a nítida sensação do sem retorno.
Há retorno, mas porque Lidell assim o quis e planeou.

8. Geen Light
Borbulha e compassa a promessa da felicidade após o auto de fé que foi assumir os riscos. Espiralada e distentida, é a solução de si própria.

9. Where D You Go
Há um piano que celebra a carpida ausência, está perto do luto, quase a terminá-lo... e já se adivinha a folia do retorno a um quotidiano indolor: mas só no piano inebriado.

10. Rope Of Sand
Profundamente cinemática, ensimesmada, resignada... pede noite e céu estrelado: daquele a pressão das luzes citadinas e o interior bafiento de quartos solitários não permitem ver, mas cuja existência é conforto bastante.
Lidell despede-se da harmonia e da celebração, vai dormir extenuado e à mercê de uma dor que o ensombrou até perder o ritmo.

Não é uma escalada à descoberta de triunfos e novos mundos: é antes um trabalho conciso e maduro. Jamie assume a sua voz como até agora não o havia feito. E, salvo o respeito pelas más críticas por isso, que cante bem alto até as vozes dos detractores serem inaudíveis.

segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

Pilooski


Pilooski, franciú, é um vynil junkie.
Um digger.
Um digger, que tal como Todd Terje por exemplo, recolhe matéria-prima em Feiras e lojas de discos de 2ª mão, seleccionando temas a seu-bel prazer com o objectivo lúdico de os remontar e os tornar incisivos, ainda mais incisivos, para as pistas de dança.

Repartindo um trabalho imparável entre as séries Dirty Diamonds, Dirty Space Disco ou Dirty Sound System, todas elas diferentes entre si, que tanto tem abarcado temas avulsos de Animal Collective, Can, Robert Wyatt, Caribou, Mazzy Star ou Isolle, e que impressiona na quantidade e na qualidade, fixamo-nos por agora nas séries "Dirty Edits".
Contando até agora com 9 volumes, aí ficam 2 dos pontos altos, 2 dos Dirty edits de Pilooski, lançados recentemente. Armas utilizadas: Psicadelismo fumacento, Soul e Funk sobre-aquecidos, e não-há-cá-revivalismos-Disco-pra-ninguém-toma-lá-Disco-Futurista-e-não-digas-que-vais-daqui. Hipnose, e Sexo desperta.

Frankie Valli & The Four Seasons "Beggin'" (Pilooski edit)
Jackson Jones "I Feel Good, Put Your Pants On" (Pilooski dirty edit)

E porque nem só de Edits, Re-Edits e Re-Cuts vive o Homem, também há originais.
Sob o nome Discodeine, Pilooski conjuntamente com Benjamin Morando, formam uma infâme dupla, dirty, pois claro, e acabam de se estrear com o Ep "Texas Gladiators".
Através de "Tema Di Gamma" e "Ring Mutilation", munidos de linhas de baixo "altas", palmas narcóticas, gaspacho e xanax, Ennio Morricone no bolso, Chicago House, Krautrock e, erm... Disco Futurista. Há quem dance. A sério.

Discodeine "Ring Mutilation"

http://www.myspace.com/pilooski
http://www.myspace.com/pilooskiedits
http://www.myspace.com/discodeine
http://www.d-i-r-t-y.com/edits

domingo, 24 de Fevereiro de 2008

Todd Terje


Bjorn Torske, Lindstrom, Prins Thomas.
Da Noruega, e nos últimos 2, 3 anos sopram ventos Disco.
Entre todas as categorias possíveis e imaginárias, ou imaginativas, que neste caso fará mais sentido, já que uma geração de estetas apaixonadaos pla História do Disco, têm revitalizado um género que se achava morto e enterrado e até tratado com desdém desde a longiqua década de 80, apesar de manobras muito interessantes dadas principalmente plas dupla Faze Action ou Idjut Boys nos 90, entre outros...

Novo milénio, e graças ao trabalho dos nomes citados, mas também de nomes vindos de outras paragens como James Murphy(LCD Soundsystem), Johnny Jewel(Chromatics, Glasscandy), Pilooski ou um dos mais recentes como Andy Butler (Hercules & Love Affair), o recauchutamento Disco e agora rebaptizado NuDisco, na suas vertentes mais díspares como Space, Italo ou Balearic, é já por muitos opinadores considerado como o New Downtempo. NuDisco = New Downtempo. Está a crescer.

Há mais uma confirmação vinda da Noruega, e por esta altura já com merecidissimo estatuto de figura incontornável: Todd Terje.Todd Terje é tal como os seus conterrâneos acima citados, um fanático plo Disco, com a diferença que o torna singular, de que além de reaproveitar os caminhos e ensinamentos de gente como os Chic de Nile Rodgers, o inenárravel Sylvester, calca e bem outros terrenos como Soul, Funk, Dub ou até Jazz.

"Camiño Del Sol" de Antena, um trio francês de Electro-Samba, originalmente gravado em 1980, tema também ele emblemático dos primeiros passos do Balearic-Disco, é um daqueles clássicos que tem atravessado gerações após gerações de melómanos, dos After-Hours na solarenga Ibiza, ao Lounge Pós-Rave de Madchester, passando plo DubKlub Vienense, quando chega a hora de descompressão e mais deleite dos sentidos, "Camiño Del Sol" está lá.Apesar de toda a carga histórica do tema, no edit de Todd Terje, o caminho do Sol, é tornado ainda mais quente, e transposto a um nivel superior. Idilico, onirico.Disponivel na compilação "Versions Speciales - Camiño Del Sol". Consumo obrigatório.

Entretanto, antes e depois, os originais "Eurodans" ou "Italian Stallion" plo meio, Terje tem-se revelado em sucessivos Re-Edits, Re-cuts, um revisionista apurado de alguma da melhor matéria dada. Dos Chic, a Michael Jackson, Bee Gees e Lindstrom, passando por Herbie Hancock, o que distingue acima de tudo o Norueguês é perceber-se que ao contrário de outros produtores, não está agarrado a uma fórmula, não repetindo os truques do costume. Descobrir, desbravar e re-inventar é o lema de Terje. Quer sob os pseudónimos Tangoterje, Tynne Terje e Wade Nicholas, Todd Terje baralha, mas dá de novo. Dubby, Tropical, Kraut, ou simplesmente Disco, dá sempre de novo.
GoldOverBlue aos pulos, felizes e contentes? A senha é Todd Terje!!

"I Want Your Love" - Chic (Todd Terje Remix)
"I Can't Help It" - Michael Jackson (Tangoterje mix)
"Magic Numbers" - Herbie Hancock (Todd Terje edit)

sábado, 23 de Fevereiro de 2008

The Sound Dimension


Sound Dimension foram uma das bandas na fundação e desenvolvimento da Música Jamaicana. Gravando dia após dia, ao sabor da inspiração constante, particularmente entre 1967-70, nos célebres Studio one, sucederam-se clássicos reggae uns atrás do outros.Quem nunca ouviu "Real Rock", "Rockfort Rock", "Jamaica Underground" ou "Heavy Rock", ou é surdo, ou em caso de efectivamente nunca os ter ouvido, decerto que à primeira audição, reconhecerá a música de The Sound Dimension como estranhamente familiar e como se sempre tivesse estado presente, como se sempre tivese existido. Sound Dimension é património musical. Entre o Reggae, pois claro, o Jazz das Big Bands, ou o Funk que chegava à Ilha via Motown e Stax, escreveu-se a História daquela que é a par com The Skatalites, um Instituição dos Studio One.Depois do primeiro capítulo "Jamaican Soul Shake" de há 2 anos, chega agora e de novo plas mãos da Soul Jazz Records a segunda compilação de clássicos dos Sound Dimension. "Mojo Rocksteady Beat". Juntos, estes 2 discos formam um documento definitivo sobre Sound Dimension e ajudam a perceber a História da rica e influente Música Jamaicana.

The Sound Dimension "Real Rock" (YouTube)

"Controversy" Tributo A Prince


Vindo a ser preparado e anunciado pla Rapster Records há tempo suficiente pra nos ter posto a salivar, já nos chegou "Controversy", tributo a sua majestade, Prince.
Não é a primeiro nem certamente será a última homenagem ao génio do grande artista.

Evocando a energia sexual, a espiritualidade Soul, partes maiores da música do influente criador de Mineapollis, "Controversy" faz inteira justiça ao que tem sido nas últimas 3 décadas o trabalho de Prince, visivel quer na inspiração Pop de nomes como Outkast e Justin Timberlake, quer na experimentalismo levado a cabo por estetas como Jamie Lidell ou LCD Soundsystem.
Do Rock à Soul, entre o Jazz e o Hip-Hop, alguns dos nomes mais sonantes da actualidade e dos tempos mais recentes, foram convocados e responderam sim à chamada , e através de reinterpretações espantosas como são os casos de D'Angelo, numa entrada brilhante com "She's Allways On My Hair", ou 7 Hurtz com a Peaches em "Sexy Dancer", há ainda espaço e liberdade criativa para que entre outros, Stina Nordenstam, Osunlade ou Soulwax reapropriem clássicos de Prince e os interpretem à sua medida com a sua própria linguagem.

Até Kode 9 faz representar o Dubstep, e apesar do resultado final ficar um tanto aquém do que poderia ter sido uma investida memorável, não deixa de ser curioso.

01. D'Angelo - She's Always In My Hair
02. Stina Nordenstam - Purple Rain
03. Blue States - Alphabet Street
04. Susanna And The Magical Orchestra - Condition Of The Heart
05. Osunlade - Crazy You
06. Hefner - Controversy
07. The Dynamics - Girls And Boys
08. Broadway Project feat. Jeb Loy Nichols - The Ballard Of Dorothy Parker
09. 7 Hurtz & Peaches - Sexy Dancer
10. Soulwax - Starfish And Coffee
11. Rob Mello - Critical
12. LB - The Future
13. Kode 9 & Space Ape - Sine Of The Dub

7 Hurtz & Peaches "Sexy Dancer"

terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008

Love Is A State Of Mind

Com o estilo, a elegância e sofisticação sonora de sempre, também porque é impossivel ignorar o dia de S. Valentim, à conta do marketing omnipresente que faz questão de o lembrar e infelizmente o subverter, mas acima de tudo porque faz cada vez mais sentido celebrar o Amor enquanto um sublime estado de espirito, deixamos umas quantas sugestões à volta do tema, em jeito de playlist.
Para ouvir durante todo o ano. ;)


Jazzanova "L.O.V.E And You & I",
Outlines "Just A Lil' Lovin'",
Mr. Scruff (Remix) Nicole Willis & The Soul Investigators "If This Ain't Love",
Todd Terje (Re-Edit) Chic "I Want Your Love",
Hercules & Love Affair "This Is My Love",
Aalyah "Rock The Boat",
Clara Hill (Feat. Vikter Duplaix "Paper Chase",
Makossa & Megablast (Remix) Marsmobil "Mangia Amore",
Bran Van 3000 (Feat) Curtis Mayfield "Astounded",
Sam & Dave "Hold On, I'm Coming",
Nightmares On Wax "The Sweetest",
D'Angelo "Cruisin'",
Outkast "Prototype",
Plantlife (Love Philosophy's Mix) Tosca "Heidi Bruehl",
Jill Scott "A Long Walk",
Alice Russell "Taking Hold",
Nightmares On Wax "I Am You",
Roisin Murphy "If We're In Love We Should Make Love",
Outlines "I'm In Love",
Fun Lovin' Criminals "Love Unlimited".

quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008

Cage & Aviary "Television Train"


Depois do single de estreia "Giorgio Moroder", em que a nave revivalista do Disco é ultrapassada pla direita, Cage & Aviary prosseguem em manobras cósmicas, estilo pausado.
Aliás, nada há de revivalismos por aqui. A tal ultrapassagem já foi efectuada.
Segue-se a passagem para outro Tempo dentro de um novo Espaço.
Hein? Isso!
"Television Train", assim se chama a nova proposta, servida pla Dissident Records, e como habitualmente a tiragem é limitada a 200 exemplares. Em Vinil, pois claro.
Desta vez deitámos a mão a um exemplar, somos uns sortudos, e desde então tem tido lugar cativo no gira-discos cá da casa. Não será definitivamente peça de colecção pla parte que nos toca. É mesmo pra ser usado. Muito usado. É uma questão de termos prazer.

Bateria e baixo, viagens ao centro do Groove, Punk-Funk, sem moda plo meio, arrastado e a balançar, qual lava que se entorna.
Lava que se entorna.
Lava que se entorna. Em loop.
É só uma erupção vulcânica. Há comboios para o espaço?
Há! Duração-12:26.

Are You On Your own?
Lonely With The Tv?
All The Time Has Flown
Flown Into The City

Deixem-se ficar.

God Rains It's E's All On Me!... And Son, I Only Went With Your Mother 'Cause She's Dirty


Remasterizado e com direito a linhas de baixo que, agora sim, ameaçam saltar das colunas a qualquer momento -Delícia sonora-, aí está pronto a servir "Pills 'N Thrills N' Bellyaches", obra maior desses grandes loucos, os Happy Mondays. Cá vem a frase cliché: Este disco é intemporal. E é mesmo.

18 volvidos da sua edição, é um absurdo como tudo aqui, transpira 1990, 2008 e 2020 ao mesmo tempo. Madchester foi lá atrás sim, e os Happy Mondays são quem melhor retratou fidedignamente as luzes e as cores da Madscene, mas muito graças ao carisma de Shaun Ryder imortalizado para sempre em "Pills N'Thrills N' Bellyaches", depois dos ensaios "Squirrel And G-Man" e "Bummed", e graças à produção certeira do então quase desconhecido Paul Oakenfold que apura o refogado Rock, House, Funk e maracas, este álbum é tão emblemático de uma determinada época, como visionário.
O tão propalado Indie-Dance dos The Rapture ou dos !!!? The Mondays created it! A long Time ago!

De uma psicadélica dança da chuva em que vez de água, se clama por Ecstasy (em "God's Cop"), passando pla abertura de "Kinky Afro" em que o ritmo subvertido de "Lady Marmelade" apela a mais dança dos sentidos, a ode às vestes largas introduzidas plo som de alguém que fuma provocantemente em "Loose Fit", não se espere de "Pills" um guia espiritual para a vida.
Hedonismo escapista é preciso, será mais esse o mote.

Entre a libertação e o dia seguinte ( Happy Mondays é inclusivé uma expessão brit que designa o dia seguinte ao uso do "E") nunca Manchester foi tão Ibiza-solarenga como quando Shaun e Bez brilhavam elevados.

Step On

Kinky Afro (Live)

Loose Fit

segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008

LCD Soundsystem "45:33"


A pedido da desportiva Nike, James Murphy alinhou na aventura de efectuar uma banda sonora para uma hipotética sessão de jogging. Disponibilizado em exclusivo no iTunes há cerca de um ano, e antes da edição de "Sound Of Silver", "45:33" vê agora edição convencional via DFA. Sem dopping, mas com muita pastilha, "45:33" fará a delicia de qualquer atleta dançante.
Quem assistiu em 2004 no Lux à Dj Session de Murphy, certamente tem na memória uma noite em que acima de tudo o Disco e o Funk, entre os 70's e 2090, foi rei e protagonista da festa. "45:33" é disso que trata.

Dividido em 6 partes/6 momentos, a parte 1 vai directa ao assunto e sem cerimónias. Uma espiral caleidoscópica e elevatória dá assim inicio à viagem para desembocar numa parte 2 (ponto maior do disco?) Disco-Funk movida a piano e guitarra em insinuações sexuais e uma voz que canta "You Can't Hide Your Love Away From Me."
Do esqueleto de "Someone Great" de que se constitui a parte 3, a mais Funk Galáctico (parte 4) e prossiga a dança Disco embrulhada em tons de Blaxploitation com direito a Free Jazz (parte 5) até ao amanhecer e fim de sonho que "45:33" idealiza.

Nesta edição agora revista, há ainda direito a mais 3 temas. "Freak Out/Starry Eyes", uma muy vibrante "North-American Scum (Onanistic Dub)" e "Hippie Priest Bum-Out".
"45:33", título tão inspirado em John Cage como nos formatos de rotação vinilicos, não é um disco de LCD Soundsystem. é um DJ set que soa a LCD Soundsystem, claro está, ou não fosse Murphy o guia desta viagem.
Confusos? Dancem!

sábado, 26 de Janeiro de 2008

Christian Prommer Dança Jazz


A ideia surgiu no principio de 07, quando o alemão Christian Prommer, estabelecido DJ, produtor ligado a nomes tão influentes como Peter Kruder e Rainer Truby, e colaborador de sempre de Roland Appel em Fauna Flash, Truby Trio ou Voom:Voom, teve a ideia de gravar o clássico "Strings Of Life" de Derrick May em versão... Jazz.

Pensado como um "one-off", a coisa correu tão bem, o resultado foi tão entusiasmente inclusivé para o próprio Derrick May, não tendo poupado nos elogios a Prommer, que Alex Bark um dos músicos de Jazzanova e patrões da Sonar Kollektiv, propôs a Prommer a gravação de mais temas clássicos de dança em versão...Jazz.

Sem hesitações, Prommer tal como o fizera em "Strings Of Life" interpretou 10 dos seus temas de dança preferidos, que num ou outro ponto da sua carreira fizeram parte do seu Set, com um quarteto de Jazz, Roberto Di Goia no piano, Wolfgang Heffner e Ernst Stoer na percussão e Dieter Ilg no baixo. Prommer toca ele próprio, bateria e piano. Está assim formado o Drumlesson.

O resultado é o que está à escuta. Entre "Trans-Europe Express" de Kraftwerk, sublimes arranjos de cordas em "Claire" de Patrick Pulsinger, qual melodia levitante, a abordagem Latin Jazz a "Rej" de Âme, ou uma lúdica interpretação de "Around The House" de Daft Punk, passando por temas de Nuyorican Soul, Josh Wink ou Larry Heard, estão assim abertas as cerimónias 2008. "Drum Lesson Vol. 1" é o primeiro excelente disco do ano. Indispensável.

Para o segundo semestre de 08, está já prometido o "Drumlesson Vol.2", e Christian Prommer ameaça levar a lição ainda mais além.
Será um álbum integralmente composto por temas originais já em fase de construção plo Drumlesson e contando com a colaboração de vocalistas e de um espectro de músicos, da cena Jazz alemã, ainda mais alargado.

quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008

Warp Anuncia "Jim". Novo Disco De Jamie Lidell


28 De Abril próximo, é a data de edição de "Jim" (Nome pelo qual os amigos de Lidell o tratam), sucessor de "Multiply". "Multiply" é um dos discos de eleição de sempre, do GoldOverBlue onde o britânico Lidell revendo Marvin, Reding, Sly ou Mayfield à luz do espirito Warp, com a parafernália "Bleep" que tal implica, assinou uma obra onde o Passado da Soul, da verdadeira Soul, é submetido às manobras electrónicas de Lidell, manobras essas iniciadas e desenvolvidas com estetas como Christian Vogel e Gonzalez em "Muddlin Gear" primeiro disco de Lidell, e tornado em futurismo sónico com Alma/Soul, precisamente em "Multiply", com meticulosas técnicas de produção vanguardistas e uma voz imensa colocada ao serviço de canções. Canções que "tocam". Subtilezas à parte, "Multiply" é o disco Soul do, até agora Séc. XXI.
As expectativas estão assim altas, não é para menos, e o tema "Little Bit Of Feel Good" disponibilizado no YouTube pla própria editora Warp, traz todas as caracteristicas que lhe conhecíamos, a experimentação vocal, execução Soul meets Electronic não menos que perfeita, um ambiente jazzistico à prova de bala, e um cantor Soul impressionante. Como sempre. Contudo, sentimos falta de algum "toque".

Little Bit Of Feel Good

Sendo um tema SoulFunkJazz aparentemente simples, que cresce com as audições consecutivas, "Little Bit Of Feel Good", cremos não ser revelador de "Jim" na sua multiplicidade de géneros, onde aparentemente aí vem mais fusão e mais abragente entre o Synth Disco e até Hillbilly Funk(!?!?).

Gravado em Berlim, Los Angeles e Paris, nas palavras de Lidell: "The most important thing was the vocal, to capture the balance of me delivering the songs with full gusto, and at the same time retaining the grain and the grit. Jim will switch you on in the morning, move you on the dance-floor and take you down in the small hours. It's a bold, promiscuously diverse album, mixing up gospel grooves, sweetly sung and fiercely passionate soul, delicately moving ballads, thumping early R&B, synthed-up disco, and even a touch of 'hillbilly funk'. I haven't tried to hide the influences. This is the music I love." Podemos esperar no minimo por muito mais do que o tema avanço deixa adivinhar.

Alinhamento de "Jim":

-Another Day
-Wait For Me
-Out Of My System
-All I Wanna Do
-Little Bit of Feel Good
-Figured Me Out
-Hurricane
-Green Light
-Where D'You Go
-Rope Of Sand

Hercules And Love Affair : Álbum Anunciado E Outras Aventuras

10 de Março próximo, marcará a estreia em longa duração de Hercules & Love Affair, a grande aposta da DFA para 2008, e dos nomes novos mais estimulantes na opinião do GOB.

Antecedido pelo single "Blind" com a participação de Antony Hegarty, que já disponibilizámos por aqui, a estreia homónima do projecto de Andy Butler, trará ainda colaborações com Debbie Harry, e com as manas Coco Rosie, entre outros.
Co-produzido plo próprio Butler e por Tim Goldsworthy, nos Plantain Studios em Manhattan, aqui fica o alinhamento de "Hercules & Love Affair":
-Time Will
-Hercules Theme
-You Belong
-Athene
-Blind
-Iris
-Easy
-This Is My Love
-Raise Me Up
-True False / Fake Real

Entretanto, para aliviar a espera, Hercules And Love Affair, mostram-nos uma faceta até aqui desconhecida. A de remisturadores.
O novo single de Goldfrapp "A & E", conta precisamente com uma revisão sonora, brilhante diga-se, de Andy Butler.
Coros infantis, batidas Voodoo e sinos anunciadores à volta da melodia de "A&E", disponível para download em:
Hercules & Love Affair (Remix) Goldfrapp "A&E"

quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008

Menos Step. Mais Dub.


Ponto prévio/Declaração de intenções: Aqui no GoldOverBlue temos um altar, onde sem sacrificios de nenhuma espécie, louvamos o Dub. Sim, é um culto. Dub. Muito Dub é o que queremos. Lee "Scratch" Perry e Kruder&Dorfmeister? Por nós, condecorados. Entre Kingston e Viena, sentimo-nos bem. E Dubstep? Também é Dub? Sim, é. Mas, que Step?

Dubstep é desde há uns anos a esta parte o Flavour Of The Day, por terras britânicas. Depois de moribundo o 2step/Uk Garage, espanque-se o animal com Dubtronicidade e eis um novo sub-género pronto a servir: Dubstep. Não é de todo nosso intenção reagir contra o que quer que seja, mas a unânimidade, característica tão contra-producente, e muitas vezes destítuida de sentido crítico, nem sempre tem razão de ser, e neste caso, na nossa opinião, tal unânimidade sobre a valia e as maravilhas do Dubstep, aliada ao Hype manipulado, deixam-nos com vontade de por água na fervura. Burial, nome-mor da emergente cena Dubstep, e sem dúvida dos nomes mais interessantes e com muito avanço, verdade seja dita, tem sido aclamado, duma maneira obrigatória. Tornou-se IN gostar de Dubstep, e ai de quem não alinhar na onda, como se nada mais interessante existisse em perspectiva, nos horizontes melómanos. Histeria colectiva. Sem sequer sairmos da Dubscene, não achamos razão pra tanto.

Rewind.

Aquando de 2006, ano de estreia de Kode9 & Space Ape, com "Memories Of The Future", além de um narcótico "Backward", a coisa nunca chega a ser mais que aborrecida. Soturno e cinzento, estabeleceram-se assim as coordenadas Dubstep. Mesmo sofrendo de hipotensão aflitiva, serviu pra que Kode9, também patrão da editora-farol, Hyperdub, fosse comparado a Tricky. Alguém falou em exageros? No mesmo ano, para contra-balançar estreia-se Burial, também cortesia da Hyperdub. Esse sim, o primeiro bom trabalho de Dubstep. 2007 foi ano para alguns desenvolvimentos Dubstep. As 2 compilações da SoulJazz, "Box Of Dub", volumes I e II, na primeira delas reconhecemos que o tema original de Kode9 incluído, já nos agradou muito mais, embora repetindo a maioria dos nomes; o segundo tomo de Burial, "Untrue"; e a confirmação de Skream, também ele um Dubstepper de eleição. Na verdade não aconteceu nada mais de relevante, a não ser propaganda pura e dura por parte da sra. Mary Anne Hobbs, a transmitir a ideia de que o Dubstep é o futuro do Dub. Como exemplo, um dos protegidos de Hobbs, Boxcutter lançou o seu segundo disco, "Glyphic". Disco esse que poderia perfeitamente ter sido lançado em 1993 por Squarepusher num dia mau. IDM recauchutada com linhas de baixo grossas. É isso o Dubstep? Não na opinião de Burial certa e felizmente. Esse sim, talvez mereça os encómios recebidos. Superou a já de si boa estreia. Burial, personagem mistério da cena Londrina, soube de facto fazer crescer o interesse em volta do seu trabalho porque adicionou ingredientes à sua receita. Soul, algum Soul, atrevimentos quase Techno, e Breakbeat imprevisivel. Não ouvimos mais ninguém a seguir-lhe o bom exemplo. Não achamos apesar de tudo que se justifique o anunciar do Dubstep, como o futuro do Dub.

O ano que passou, em formato High-Quality Dub, trouxe Dub-Vienense arrasa pistas: Makossa & Megablast; Dub pra sonhar num grande sofá: Eva Be; Dub made in NY pra embalar o Hipster: Beat Pharmacy; Dub com arremessos de Trip/Hip-Hop: DJ Vadim; Dub French-Touch, secção revendo alguns clássicos: The Dynamics; e como da Nova Zelândia só vêm bons ventos aDUBados/apurados com tropicalismo reggae: The Black Seeds também se ajustam na lista de Excelência Dub 2007.

O Dubstep, de que gostamos de algumas coisas(Don't Get Us Wrong!) não é mais que por enquanto um fenómeno exclusivamente britânico. Embora, já com selo 08, via Ninja Tune, o lado B do single de The Bug tenha uma remistura do Austríaco Stereotyp, que quase apanha cacos Dubstep, ainda é muito cedo pra se saber se alguma vez sairá da Ilha á conquista do mundo.

Se o Dubstep um dia destes chegar efectivamente ao eixo Viena/Berlim, o que parece estar longe de acontecer, voltamos a pensar nisso.

Dubstep: Futuro do Dub?Achamos que não.O presente do Dub parece-nos muito mais essencial que a moda bife, sempre tão passageira.

sábado, 12 de Janeiro de 2008

Hercules And Love Affair rugem de novo


Hercules And Love Affair, projecto do nova-iorquino Andy Butler, que se estreou em Outubro passado com o Maxi-Single "Classique #2", tema-homenagem devedor de uma certa AcidHouse muito em voga na 80's-Chicago, e cujo lado B "Roar" exibiu H&LA em pura experimentação House que muito nos agradou, deixando mesmo o Gold Over Blue em absoluto êxtase estelar após a audição de um tema assumidamente de dança mas que impressionava plo seu sentido arrojado, tendo sido dos discos que mais rodou no gira-discos cá da casa, voltam às edições via DFA.
Aquando de "Roar", previmos um futuro radioso para este nóvel projecto. Não nos enganámos.

Sensivelmente na mesma altura em que o single estreia viu edição, descobrimos "Athene" apenas disponível no Myspace da banda, e descortinámos DiscoFunk subliminar como mais um dos ingredientes de H&LA, e possível pista para o futuro próximo do projecto.
"Blind" o tema agora recém-editado e acabado de nos chegar às mãos desenvolve essas mesmas pistas que "Athene" sugeria, mas vai muito mais longe e directo à bola de espelhos.
"Blind" é Disco( esqueçam o ainda em voga revivalismo Italo-Disco e/ou Balearic-Disco), Disco futurista é certo, abrilhantado com percussão em locomotiva imparável.
Em "Blind", Butler pega nalgumas pontas soltas desenvolvidas plo patrão James Murphy em "45' 33'", aplica-lhe o tratamento de ourivesaria à Nile Rodgers, e sai mais um óptimo tema, a confirmar Hercules & Love Affair na nossa lista de favoritos. Não sendo estilicamente, a desenvoltura inventiva de "Roar", "Blind" é bastante competente nas intenções dançaveis, recuperando para o efeito, o Disco.

Antony Hegarty, dos Antony & The Johnsons, presença vocal lânguida e perturbadora (elogio!!)no anterior "Roar", vocalista fetiche de Butler, volta a adornar uma produção de H&LA, qual pedra angular. Com uma interpretação irrepreensível e carisma intenso que lhe conhecemos, em "Blind", algures entre o radiante e o intimista, equilibrio tão improvável de encontrar como precioso, Hegarty canta: "I Wish The Stars Could Shine Now..."
Wish no more! Wish no more, Antony! "Blind" a tocar, e as estrelas brilham, pois.

Disponível para download gratuito e legal em MotelDeMoka.com:




Agradecimentos ao MotelDeMoka.com

terça-feira, 8 de Janeiro de 2008

Jamie Lidell De Regresso em 2008?


"We are pleased to announce that there's a new Jamie Lidell release in the pipeline, which will follow 2005's critically acclaimed album Multiply. Sit tight for now, full details to follow in soon."
-Retirado de Warpbot de 21 de Dezembro de 2007.

O Gold Over Blue está feliz!!



Trip To Andorra


Caribou é Dan Snaith. Depois da encarnação Manitoba, com a qual editou em 2001 "Start Breaking My Heart" e 2 anos mais tarde o criticamente aclamado "Up In Flames", Snaith viu-se obrigado a alterar de nome artistico, depois de Handsome Dick Manitoba, líder da banda dos anos 70, Dictators, ter tentado sacar uns dólares nos tribunais norte-americanos pela coincidência de nomes. "The Milk Of Human Kindness" de 2005, marca então o rebaptismo artistico de Snaith, enquanto Caribou.
"Andorra", disco de Caribou de 2007 foi um dos nossos preferidos do ano, aqui no Gold Over Blue.

Antes de ouvirmos "Andorra", que sabíamos sobre a música e sobre o próprio Caribou? Desde logo, sabíamos acima de tudo que é um muito bom baterista e excelso alquimista sonoro com um laptop nas mãos, mas que também tem sentido de orientação enquanto guitarrista, baixista ou teclista, e porque não dizê-lo, enquanto vocalista também? Apesar de contar com uma série de músicos que ajudam a reconstruir o seu trabalho ao vivo, falar de Caribou é falar de uma One-Man-Band. Sobre a música propriamente dita, conhecíamos o experimentalismo pós-psicadélico, a recriação de uma certa Folk Inglesa dos anos 70, o aproveitamento do Krautrock Berlinense, a manipulação de arremessos IDM através de laptop em módulo AM(onda-média) e um subliminar sentido Pop, entre outras coisas, que tudo junto ajudou a que Snaith recolhesse um merecidissímo prestigio entre a comunidade melómana.

E "Andorra"? Que nos traz de novo?
Canções! Canções, canções, canções! Canções compactas, concisas, apuradas e aproximadas o mais possível ao formato Pop convencional , mas que com os ingredientes cósmicos de Caribou, somam muito mais que o conjunto das partes.
Embora seja um um erro chamar a "Andorra" um disco Pop, não porque o termo nos desagrade, bem pelo contrário, nem porque não hajam pontos de contacto com o formato, mas porque "Andorra" é definitivamente um universo onde co-existem vários pontos de referência que alimentam um enorme aglutinador sonoro. E emotivo.

"Melody Day", canção de boas vindas do álbum e primeiro single, diz-nos logo ao que vamos. Dan Snaith a cantar como nunca, há vocalizações em "Andorra" como nunca nas anteriores propostas do Canadiano, em quantidade e qualidade, e o tal sentido de verso-refrão-verso é usado por Snaith até á medula, através de técnicas de sobreposição de camadas sonoras ácidas BeachBoysianas em som de fundo, percussão em chamas e uma fusão de ideias entre o Rock Progressivo menos balofo e Psicadelismo à fartazana que decerto deixaria os The Soft Machine orgulhosos.
Estão dadas as coordenadas para as canções de "Andorra" que hão-de-vir. Viajemos.
Entre a Costa Oeste norte-americana, de São Francisco à Big Sur, da Via Láctea até Andorra, ou sem partida nem chegada, mas viajemos...

"Sandy", "After Hours" e uma "She's The One" de ir às lágrimas, aprofundam a noção de que Snaith definitivamente é um escritor de canções, straight to the point. Basta-lhe querer. Fácil.
Os arranjos celestes de cordas e a flauta na baladeira "Desiree", a homenagem ao pioneirismo psicadélico dos The Beatles em "Eli", até chegarmos a "Sundialing", altura pra mais subtilezas hipnóticas, Shoegaze em velocidade de cruzeiro (elogio!) e estilhaços de Funk branco, com uma harmonia retirada do livro de Encantamentos de 1967. 2 baterias à desgarrada, imagem de marca de Manitoba/Caribou voltam à ordem do dia. Uma das minhas preferidas!
"Irene" (Há muitas canções sobre mulheres neste disco. Será essa uma das razões porque é tão apaixonante?) relembra-nos a costela IDM de Snaith, e pra não se perder a embalagem maquinal de sangue quente, coberto de Psicadelia cerebral chega-nos "Niobe", um ópus de 9 minutos que encerra "Andorra", asteróide incandescente e fulminante aos sentidos, onde Caribou evoca os seus próprios primeiros passos, o paisagismo abstracto mas muito humanizado, agora revistos e aumentados pla lente de uma mandala.

É legítimo invocar Brian Wilson ou George Martin? É, tanto como Irmin Schmidt, Peter Gabriel, Syd Barret, Aphex Twin, ou Four Tet: O que Dan Snaith faz é regurgitar 50 anos de música pelo filtro da sua cabeça.
O que sai do outro lado é este disco.


domingo, 6 de Janeiro de 2008

Download For Free... É 2008, Sabes?


Aos primeiros 6 dias de 2008, já se percebe que depois de sinais bem fortes a anunciar esses mesmos dados durante o ano de 2007, o download gratuito e legal, comme il faut, será uma das grandes tendências deste ano.
Outra das grandes tendências e mais significantes será o "fim do álbum" enquanto colecção de canções e enquanto suporte fisico, dando lugar ao formato single e/ou "canção avulsa" em suporte digital, que veio e chegou para durar, mas a este assunto que nos é bastante caro voltaremos em breve.
Voltando ao download gratuito, disponibilizamos hoje e para nos estrearmos no Gold Over Blue em estilo sofisticado e espacial (vão-se habituando), duas propostas que desde já e sem hesitações anunciamos como 2 das canções mais fortes deste novo ano!

Holy Ghost! são uma dupla nova-iorquina formada por Nicholas Milhisen e Alexander Frankel, outrora respondendo plo nome de Automato, mas que agora são Holy Ghost! uma das propostas da fundamental DFA Records, propriedade de Tim Goldsworthy e James Murphy.
"Hold On" é o Maxi-Single de estreia desta dupla que apesar de sair no fim do ano que passou, só agora nos chegou às mãos, é uma canção NuDisco-Funk vinda do espaço, em manobras com sintetizadores analógicos e efeitos de produção vintage, tão ao jeito do melhor das edições da DFA, ao mesmo tempo orientada para as pistas de dança, como simplesmente pra ouvir, sonhar e nos deixarmos envolver com uma das melhores canções Pop-Delicatessen que ouvimos nos últimos tempos. Queremos mais. Irresístivel. Dance or dream!
Disponível para download legal em RcrDlbl.com:
Holy Ghost! "Hold On"

Stuart Price está de volta com os seus Zoot Woman, e desta vez vale a pena reparar no rapaz. Porquê?
Sim, estamos cientes dos trabalhos dele enquanto Les Rythm Digitales, Thin White Duke, Jacques Lu Cont, etc., etc., etc... E claro sabemos também, por exemplo,do trabalho de produção de "Confessions On The Dance Floor", último disco de Madonna e provavelmente o pior disco de todos os tempos da senhora (se serviu para a colocar de novo nos Tops de todo o mundo , óptimo pra ela), o que não augurava grande cartão de visita para Stuart Price, na opinião do Gold Over Blue...
Acontece que o recente single "We Won't Break" amostra do terceiro disco de Price enquanto Zoot Woman com data anunciada para o primeiro semestre de 08, baralha todos os dados que conhecíamos do senhor, já que é um single monstruoso com um groove imenso e claramente na nossa opinião, não deixando de ser Pop Electrónico, há elementos de produção audazes e arriscados, denotando uma franca evolução na composição de sonoridades mais interessantes que nos fazem reconsiderar a opinião sobre Stuart Price. Às tantas há inclusivé uma linha de baixo reminisciente de algumas coisas boas que conhecemos. Fez-lhe muito bem ter trabalhado com New Order. Desde já, "We Won't Break" consideramos sem favores uma das melhores canções assinadas por Price, e se o álbum que se avizinha estiver à altura desta entrada, temos disco!!
"We Won't Break", disponível para download legal em Kohit.net: