
quarta-feira, 21 de Maio de 2008
Benga "Diary Of An Afro Warrior"

terça-feira, 20 de Maio de 2008
Erykah Badu "New Amerykah pt. One (4th World War)"

sábado, 17 de Maio de 2008
ESPACIAL DISSIDENT RECORDS ESPECIAL

domingo, 11 de Maio de 2008
Sobre os Edits...
... ou Re-Edits, Cuts e Re-Cuts.
De acordo com Pilooski, um edit não é mais que: Copy paste reconstitution of a piece for long lasting pleasure seeking Dj's.
Têm saído vários Edits para os escaparates nos últimos tempos. Muitos são redudantes porque nada acrescentam de especial ao original. Pelo contrário, os de Todd Terje, Pilooski, Greg Wilson e porque não dizê-lo, Tiago Miranda, são excepção pla arte, engenho e toque personalizado. Não só os potenciam, como os transformam.
Em estado de graça continuado, aí ficam 2 propostas a cargo de Tangoterje, um dos alter-egos de Todd Terje; e Greg Wilson, um dos pioneiros/divulgadores do Electro Funk durante os anos 80 no Reino Unido, e que recentemente regressou ao activo após um hiato demasiado longo...
"Computer Incarnations For World Peace Vol. II"

sábado, 10 de Maio de 2008
Carl Craig "Sessions"

Hercules & Love Affair "Hercules & Love Affair

A habilidade de Goldsworthy como A&R, e o ouvido solene de de Murphy têm valido à DFA desde o inicio de actividades, estatuto e padrão de qualidade tão capaz de convencer o opinion-maker mais exigente, como de chegar a uma massa de ouvintes não tão elitistas quanto se suporia, sem contudo não alienar o trendy-hipster mais desempoeirado.
Foi precisamente nesse território calcado por tantos sem acusar desgaste, que "Sound Of Silver", obra maior de LCD Soundsystem se alojou.
A estreia homónima de Hercules & Love Affair invade e apropria-se do mesmo patamar.
Andy Butler, músico de formação clássica, em tempos olhado com desconfiança plos seus professores no Conservatório, graças a um "extravagante" interesse plo Disco-Sound e respectivo boogie, chega ao longa duração com uma reputação criada a partir do vanguardista single "Classique#2", cujo lado B "Roar" de tão vanguardista, parecia implorar a quem o ouvisse um desejo interminável de consumir a mesma poção mágica com que o senhor Butler desperta. "Roar" também tinha Antony Hegarty.
"Hercules & Love Affair" também tem a participação de Hegarty. Em 5 dos 10 temas do disco é sem dúvida incontornável o impulso e a profundidade interpretativa com que Hegarty impulsiona "You Belong" ou "Blind" por exemplo.
Mas só por pouca destreza mental se pode avaliar "Hercules & Love Affair" somente pla presença de Hegarty.
O trabalho de Andy Butler é tão amplo, sofisticado, complexo e urgente que a luz de Hegarty não pode ofuscar tanta qualidade musical e savoir-faire ao serviço de composições cheias de Boogie.
Ecos de Inner City, ESG, Talking Heads, Nile Rodgers, Blondie e claro, o também inenarrável Sylvester, pairam sobre os espelhos inspiradores de Butler e conferem o travo NY-Brooklyn-delicatessen.
O Disco está na moda de há 2 anos para cá. Revistos e assimilados conceitos quase esquecidos como o Balearic ou o ItaloDisco, este é o timing perfeito para que "Hercules & Love Affair" funcione como um manifesto em como a música de dança para os pés e para a cabeça, a que interessa, nunca foi descartável.
Que disco cristaliza 3-décadas-3 de música, desde o Electro Nova-Iorquino ao New Wave, o Acid-House dos inicios dos anos 90, o piano-House da DFA, voltando a passar pla casa de partida: a fundação Disco 70's made in Paradise Garage?
"Hercules & Love Affair".
Hercules & Love Affair "Raise Me Up"
quarta-feira, 7 de Maio de 2008
Aaron Jerome "Time To Rearrange"

Reunindo um muito saudável falatório em torno de si após remisturas efectuadas a temas de Roy Ayers, Nithin Sawhney, Bugz In The Attic e Nicole Willis entre outros, o que lhe valeu o nickname de Mr. Soul Blender, "Time To Rearrange" é a estreia em longa duração, do produtor Aaron Jerome.
Com um extremo cuidado ao nivel dos arranjos, eximio na forma como molda a massa musical ao seu dispôr e releva as melodias com sons e ritmos inventivos q.b., aproveita-se do corredor estilistico sem fim que a formação no Jazz lhe proporcionou e estabelece-se em "Time To Rearrange" como um músico/produtor essencial a seguir e a ouvir nestes novos tempos que se rearranjam. O instrumental que dá título ao álbum ilustra-o com precisão.
Se cuidado e bom gosto ao nível da excelência nos arranjos musicais é uma das caracteristicas do compositor Jerome, o mesmo cuidado soube ter acerca das boas companhias com que escolheu convocar para a feitura do seu primeiro álbum. Vocalistas estabelecidos como Mozez (Zero 7), numa abordagem a um clássico de Terry Callier, Bajka (Bonobo, Radio Citizen, Beanfield), aka Voz De Veludo, ou Voice, contracenam com nomes em inicio de carreira como Kathrin Da Boer (Belleruche), Andrea Triana (a grande sensação da Redbull Music Academy de 2007), ou a emergente sensação da cena Breakbeat made in Uk: o jovem Yungun, capaz de um flow ao nível de Capitol A, fulgurante ao relatar em "Late Night Misssion", uma cómica noite em que além de tudo correr mal, ainda se chega atrasado a um concerto... do próprio (Muita atenção a Yungun que já este mês há-de aparecer no álbum dos The Herbaliser. O GOB já ouviu o tema em questão e assegura que é bomba!).
Auspicioso o primeiro passo de Aaron Jerome, a disparar em várias direcções, do Jazz Electrónico/NuJazz ao Breakbeat, passando plo Jazz de padrões standard. Com o único senão de entre tanta fusão, se perder alguma continuidade ao longo do disco, sem que haja um fio condutor discernivel que pudesse valorizar ainda mais esta colecção de 13 temas.
Aaron Jerome "Way Of Life" (feat. Bajka)
Aaron Jerome "Time To Rearrange"
Aaron Jerome "Dancing Girl" (feat. Mozez)
Aaron Jerome "Late Night Mission" (feat. Yungun)
terça-feira, 6 de Maio de 2008
PINCH "Underwater Dancehall". Dubstep Chega E Parte De Bristol

De Bristol, cidade-âncora que viu nascer 2 dos movimentos musicais revolucionários dos anos 90, o Trip-Hop e o Drum'n'Bass, imortalizada por ilustres como Tricky, Smiht & Mighty, Monk & Canatella ou Roni Size entre outros, chega-nos o jovem produtor Rob Ellis aka Pinch.
Editado nas Ilhas em finais do ano passado, que devido a problemas relacionados com distribuição só já no corrente ano foi oficialmente disponibilizado no resto do mundo.
Associado ao hype Dubstep, Pinch apresenta-se de ensinamentos Made In Bristol bastante bem assimilados.
Soturno, chuvoso, ou cinzento-escuro para não destoar dos seus pares, o jovem Pinch também tem trunfos luminosos e demonstra-os na abertura "Brighter Day", onde se faz luz sobre as sombras, e passa por "Get Up" onde se faz fogo no salão de dança sub-aquático. Fogo esse evidenciado por uma das linhas vocais de Yolanda, convidada em 2 dos temas do álbum:
"In The Darkness I Learn To Make Fire".
No fôlego Grime de "Gangstaz", na Soul em "Get Up" e "Battered, ou no Dub relaxado e encantado de "One Blood, One Source", contando em estúdio com vocalistas como Juakali, Rudy Lee ou Yolanda (Sharon Nelson está contigo!) ao longo de todo o disco Pinch coordena arquitecturas ritmicas de Breakbeat arrastado e Tripado-Hop, numa cadência em doses certas.
O que o distingue, ainda mais, é que sem recorrer a vistosos efeitos ou a truques de laboratório, interessa-lhe acima de tudo o essencial de emular batidas de coração vindas da alma. Há Soul neste disco? Pergunte-se à Yolanda.
Pinch "Get Up" (feat. Yolanda)
Pinch "Battered" (feat. Yolanda)
MSTRKRFT "Bounce"

sexta-feira, 4 de Abril de 2008
"Jim" - Review
E só os segundos parecem contentados com "Jim", álbum em que Jamie presta tributos e faz a música pela música, num formato de compilação de originais lançada no mercado, como poderia ser uma gravação só sua, sem a submeter ao escrutínio dos demais.
Jamie reinventa-se e apropria-se de algo que só a si estava destinado, é inconfundível: tudo isto a par da homenagem prestada aos grandes da Soul, detalhe que irou a crítica particularmente. Mas muito poucos recriam e mantêm autenticidade a este nível.
Em detalhe:
1. Another Day
É ausente das inovações pedidas, mas não será exactamente por isso que abre o álbum?!...
Faz as honras de abertura em elementar celebração da existência.
Sem novidade, é certo, mas em harmonia. E a harmonia é a melhor das matérias-primas para fazer música.
2. Wait For Me
Extraordinariamente mensurado cada seu componente, compassada na espera pelo inebriante refrão... sempre em crescendo... e Jamie semi-grita o refrão, já com o coro Gospel em cena... e extravasa-se tudo, sem entornar uma só gota. O piano é a última adição: e ultrapassa os limites da completude, sem exagerar um só detalhe.
É perfeita, totalmente subtraída às regras das coisas terrestres.
3. Out Of My System
Acordam lá ao fundo o piano e o ritmar feliz da bateria.
Ouvem-se palmas, acordes hilários e foliões que, numa ousada exactidão, compõem a melodia. E esta é viciante, heterogénea... numa homogeneidade ampla de autenticidade e brio.
Finaliza numa funkalhada meio sumida, como quem termina um mural de cores exuberantes em tom pastel, preenchendo os tons do pôr-do-Sol da festança longínqua até ser só um verso por escrever.
4. All I Wanna Do
Calma e contemplativa. Há um coro que ecoa em torno do verde-prata quase invsondável entre esfumaçares de um palco solitário mas defronte a uma sala apinhada de habitués.
E Jamie confessa os seus propósitos “all i wanna do is show you how easy it could be, to paint back the colours, the green in your tree, before it all fades away”.
5. Little Bit of Feel Good
O coro Gospel volta em força, os instrumentos de sopro dão o fôlego e a mítica, até o tempo parecer absolutamente relativo e sem bilhete para ocupar um lugar oficial neste concerto...
A música é o touch que o iliba das agruras da labuta dos dias.
6. Figured Me Out
Talvez por andar a ouvir o novo da Erykah Badu contemporaneamente, não pude deixar de estabelecer uma certa analogia de estilo entre esta faixa e "Amerykahn Promise".
Mas enquanto o som desta provém de algo encenado, ainda que participando do Melting Pot insinuado, Lidell une a manta de retalhos em pedras preciosas: algumas cuidada e excelsamente polidas, outras propositadamente deixadas em bruto, sendo as que nem em bruto, nem totalmente polidas aquelas que animam e convocam a adulação de quem ouve.
7. Hurricane
É realmente um furacão sonoro, mas espantosamente inserido naquele exacto comprimento de onda da frequência sintonizada em "Jim" por Lidell. É uma faixa extraordinária: como uma bola presa a um elástico que se bate com uma raquete: parece sob o domínio do ouvinte, mas a uma pancada mais forte dá a nítida sensação do sem retorno.
Há retorno, mas porque Lidell assim o quis e planeou.
8. Geen Light
Borbulha e compassa a promessa da felicidade após o auto de fé que foi assumir os riscos. Espiralada e distentida, é a solução de si própria.
9. Where D You Go
Há um piano que celebra a carpida ausência, está perto do luto, quase a terminá-lo... e já se adivinha a folia do retorno a um quotidiano indolor: mas só no piano inebriado.
10. Rope Of Sand
Profundamente cinemática, ensimesmada, resignada... pede noite e céu estrelado: daquele a pressão das luzes citadinas e o interior bafiento de quartos solitários não permitem ver, mas cuja existência é conforto bastante.
Lidell despede-se da harmonia e da celebração, vai dormir extenuado e à mercê de uma dor que o ensombrou até perder o ritmo.
Não é uma escalada à descoberta de triunfos e novos mundos: é antes um trabalho conciso e maduro. Jamie assume a sua voz como até agora não o havia feito. E, salvo o respeito pelas más críticas por isso, que cante bem alto até as vozes dos detractores serem inaudíveis.
segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008
Pilooski

Um digger.
Um digger, que tal como Todd Terje por exemplo, recolhe matéria-prima em Feiras e lojas de discos de 2ª mão, seleccionando temas a seu-bel prazer com o objectivo lúdico de os remontar e os tornar incisivos, ainda mais incisivos, para as pistas de dança.
Repartindo um trabalho imparável entre as séries Dirty Diamonds, Dirty Space Disco ou Dirty Sound System, todas elas diferentes entre si, que tanto tem abarcado temas avulsos de Animal Collective, Can, Robert Wyatt, Caribou, Mazzy Star ou Isolle, e que impressiona na quantidade e na qualidade, fixamo-nos por agora nas séries "Dirty Edits".
Contando até agora com 9 volumes, aí ficam 2 dos pontos altos, 2 dos Dirty edits de Pilooski, lançados recentemente. Armas utilizadas: Psicadelismo fumacento, Soul e Funk sobre-aquecidos, e não-há-cá-revivalismos-Disco-pra-ninguém-toma-lá-Disco-Futurista-e-não-digas-que-vais-daqui. Hipnose, e Sexo desperta.
Frankie Valli & The Four Seasons "Beggin'" (Pilooski edit)
Jackson Jones "I Feel Good, Put Your Pants On" (Pilooski dirty edit)
E porque nem só de Edits, Re-Edits e Re-Cuts vive o Homem, também há originais.
Sob o nome Discodeine, Pilooski conjuntamente com Benjamin Morando, formam uma infâme dupla, dirty, pois claro, e acabam de se estrear com o Ep "Texas Gladiators".
Através de "Tema Di Gamma" e "Ring Mutilation", munidos de linhas de baixo "altas", palmas narcóticas, gaspacho e xanax, Ennio Morricone no bolso, Chicago House, Krautrock e, erm... Disco Futurista. Há quem dance. A sério.
Discodeine "Ring Mutilation"
http://www.myspace.com/pilooski
http://www.myspace.com/pilooskiedits
http://www.myspace.com/discodeine
http://www.d-i-r-t-y.com/edits
domingo, 24 de Fevereiro de 2008
Todd Terje

Da Noruega, e nos últimos 2, 3 anos sopram ventos Disco.
Entre todas as categorias possíveis e imaginárias, ou imaginativas, que neste caso fará mais sentido, já que uma geração de estetas apaixonadaos pla História do Disco, têm revitalizado um género que se achava morto e enterrado e até tratado com desdém desde a longiqua década de 80, apesar de manobras muito interessantes dadas principalmente plas dupla Faze Action ou Idjut Boys nos 90, entre outros...
Novo milénio, e graças ao trabalho dos nomes citados, mas também de nomes vindos de outras paragens como James Murphy(LCD Soundsystem), Johnny Jewel(Chromatics, Glasscandy), Pilooski ou um dos mais recentes como Andy Butler (Hercules & Love Affair), o recauchutamento Disco e agora rebaptizado NuDisco, na suas vertentes mais díspares como Space, Italo ou Balearic, é já por muitos opinadores considerado como o New Downtempo. NuDisco = New Downtempo. Está a crescer.
Há mais uma confirmação vinda da Noruega, e por esta altura já com merecidissimo estatuto de figura incontornável: Todd Terje.Todd Terje é tal como os seus conterrâneos acima citados, um fanático plo Disco, com a diferença que o torna singular, de que além de reaproveitar os caminhos e ensinamentos de gente como os Chic de Nile Rodgers, o inenárravel Sylvester, calca e bem outros terrenos como Soul, Funk, Dub ou até Jazz.
"Camiño Del Sol" de Antena, um trio francês de Electro-Samba, originalmente gravado em 1980, tema também ele emblemático dos primeiros passos do Balearic-Disco, é um daqueles clássicos que tem atravessado gerações após gerações de melómanos, dos After-Hours na solarenga Ibiza, ao Lounge Pós-Rave de Madchester, passando plo DubKlub Vienense, quando chega a hora de descompressão e mais deleite dos sentidos, "Camiño Del Sol" está lá.Apesar de toda a carga histórica do tema, no edit de Todd Terje, o caminho do Sol, é tornado ainda mais quente, e transposto a um nivel superior. Idilico, onirico.Disponivel na compilação "Versions Speciales - Camiño Del Sol". Consumo obrigatório.
Entretanto, antes e depois, os originais "Eurodans" ou "Italian Stallion" plo meio, Terje tem-se revelado em sucessivos Re-Edits, Re-cuts, um revisionista apurado de alguma da melhor matéria dada. Dos Chic, a Michael Jackson, Bee Gees e Lindstrom, passando por Herbie Hancock, o que distingue acima de tudo o Norueguês é perceber-se que ao contrário de outros produtores, não está agarrado a uma fórmula, não repetindo os truques do costume. Descobrir, desbravar e re-inventar é o lema de Terje. Quer sob os pseudónimos Tangoterje, Tynne Terje e Wade Nicholas, Todd Terje baralha, mas dá de novo. Dubby, Tropical, Kraut, ou simplesmente Disco, dá sempre de novo.
GoldOverBlue aos pulos, felizes e contentes? A senha é Todd Terje!!
"I Want Your Love" - Chic (Todd Terje Remix)
"I Can't Help It" - Michael Jackson (Tangoterje mix)
"Magic Numbers" - Herbie Hancock (Todd Terje edit)
sábado, 23 de Fevereiro de 2008
The Sound Dimension

Sound Dimension foram uma das bandas na fundação e desenvolvimento da Música Jamaicana. Gravando dia após dia, ao sabor da inspiração constante, particularmente entre 1967-70, nos célebres Studio one, sucederam-se clássicos reggae uns atrás do outros.Quem nunca ouviu "Real Rock", "Rockfort Rock", "Jamaica Underground" ou "Heavy Rock", ou é surdo, ou em caso de efectivamente nunca os ter ouvido, decerto que à primeira audição, reconhecerá a música de The Sound Dimension como estranhamente familiar e como se sempre tivesse estado presente, como se sempre tivese existido. Sound Dimension é património musical. Entre o Reggae, pois claro, o Jazz das Big Bands, ou o Funk que chegava à Ilha via Motown e Stax, escreveu-se a História daquela que é a par com The Skatalites, um Instituição dos Studio One.Depois do primeiro capítulo "Jamaican Soul Shake" de há 2 anos, chega agora e de novo plas mãos da Soul Jazz Records a segunda compilação de clássicos dos Sound Dimension. "Mojo Rocksteady Beat". Juntos, estes 2 discos formam um documento definitivo sobre Sound Dimension e ajudam a perceber a História da rica e influente Música Jamaicana.
The Sound Dimension "Real Rock" (YouTube)
"Controversy" Tributo A Prince

Do Rock à Soul, entre o Jazz e o Hip-Hop, alguns dos nomes mais sonantes da actualidade e dos tempos mais recentes, foram convocados e responderam sim à chamada , e através de reinterpretações espantosas como são os casos de D'Angelo, numa entrada brilhante com "She's Allways On My Hair", ou 7 Hurtz com a Peaches em "Sexy Dancer", há ainda espaço e liberdade criativa para que entre outros, Stina Nordenstam, Osunlade ou Soulwax reapropriem clássicos de Prince e os interpretem à sua medida com a sua própria linguagem.
01. D'Angelo - She's Always In My Hair
02. Stina Nordenstam - Purple Rain
03. Blue States - Alphabet Street
04. Susanna And The Magical Orchestra - Condition Of The Heart
05. Osunlade - Crazy You
06. Hefner - Controversy
07. The Dynamics - Girls And Boys
08. Broadway Project feat. Jeb Loy Nichols - The Ballard Of Dorothy Parker
09. 7 Hurtz & Peaches - Sexy Dancer
10. Soulwax - Starfish And Coffee
11. Rob Mello - Critical
12. LB - The Future
13. Kode 9 & Space Ape - Sine Of The Dub
7 Hurtz & Peaches "Sexy Dancer"
terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008
Love Is A State Of Mind
Com o estilo, a elegância e sofisticação sonora de sempre, também porque é impossivel ignorar o dia de S. Valentim, à conta do marketing omnipresente que faz questão de o lembrar e infelizmente o subverter, mas acima de tudo porque faz cada vez mais sentido celebrar o Amor enquanto um sublime estado de espirito, deixamos umas quantas sugestões à volta do tema, em jeito de playlist.Para ouvir durante todo o ano. ;)
Outlines "Just A Lil' Lovin'",
Mr. Scruff (Remix) Nicole Willis & The Soul Investigators "If This Ain't Love",
Todd Terje (Re-Edit) Chic "I Want Your Love",
Hercules & Love Affair "This Is My Love",
Aalyah "Rock The Boat",
Clara Hill (Feat. Vikter Duplaix "Paper Chase",
Makossa & Megablast (Remix) Marsmobil "Mangia Amore",
Bran Van 3000 (Feat) Curtis Mayfield "Astounded",
Sam & Dave "Hold On, I'm Coming",
Nightmares On Wax "The Sweetest",
D'Angelo "Cruisin'",
Outkast "Prototype",
Plantlife (Love Philosophy's Mix) Tosca "Heidi Bruehl",
Jill Scott "A Long Walk",
Alice Russell "Taking Hold",
Nightmares On Wax "I Am You",
Roisin Murphy "If We're In Love We Should Make Love",
Outlines "I'm In Love",
Fun Lovin' Criminals "Love Unlimited".
quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008
Cage & Aviary "Television Train"

God Rains It's E's All On Me!... And Son, I Only Went With Your Mother 'Cause She's Dirty

Remasterizado e com direito a linhas de baixo que, agora sim, ameaçam saltar das colunas a qualquer momento -Delícia sonora-, aí está pronto a servir "Pills 'N Thrills N' Bellyaches", obra maior desses grandes loucos, os Happy Mondays. Cá vem a frase cliché: Este disco é intemporal. E é mesmo.
18 volvidos da sua edição, é um absurdo como tudo aqui, transpira 1990, 2008 e 2020 ao mesmo tempo. Madchester foi lá atrás sim, e os Happy Mondays são quem melhor retratou fidedignamente as luzes e as cores da Madscene, mas muito graças ao carisma de Shaun Ryder imortalizado para sempre em "Pills N'Thrills N' Bellyaches", depois dos ensaios "Squirrel And G-Man" e "Bummed", e graças à produção certeira do então quase desconhecido Paul Oakenfold que apura o refogado Rock, House, Funk e maracas, este álbum é tão emblemático de uma determinada época, como visionário.
O tão propalado Indie-Dance dos The Rapture ou dos !!!? The Mondays created it! A long Time ago!
De uma psicadélica dança da chuva em que vez de água, se clama por Ecstasy (em "God's Cop"), passando pla abertura de "Kinky Afro" em que o ritmo subvertido de "Lady Marmelade" apela a mais dança dos sentidos, a ode às vestes largas introduzidas plo som de alguém que fuma provocantemente em "Loose Fit", não se espere de "Pills" um guia espiritual para a vida.
Hedonismo escapista é preciso, será mais esse o mote.
Entre a libertação e o dia seguinte ( Happy Mondays é inclusivé uma expessão brit que designa o dia seguinte ao uso do "E") nunca Manchester foi tão Ibiza-solarenga como quando Shaun e Bez brilhavam elevados.
Step On
Kinky Afro (Live)
Loose Fit
segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008
LCD Soundsystem "45:33"

sábado, 26 de Janeiro de 2008
Christian Prommer Dança Jazz

quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008
Warp Anuncia "Jim". Novo Disco De Jamie Lidell

Little Bit Of Feel Good
Hercules And Love Affair : Álbum Anunciado E Outras Aventuras
Antecedido pelo single "Blind" com a participação de Antony Hegarty, que já disponibilizámos por aqui, a estreia homónima do projecto de Andy Butler, trará ainda colaborações com Debbie Harry, e com as manas Coco Rosie, entre outros.
Co-produzido plo próprio Butler e por Tim Goldsworthy, nos Plantain Studios em Manhattan, aqui fica o alinhamento de "Hercules & Love Affair":
-Time Will
-Hercules Theme
-You Belong
-Athene
-Blind
-Iris
-Easy
-This Is My Love
-Raise Me Up
-True False / Fake Real
Entretanto, para aliviar a espera, Hercules And Love Affair, mostram-nos uma faceta até aqui desconhecida. A de remisturadores.
O novo single de Goldfrapp "A & E", conta precisamente com uma revisão sonora, brilhante diga-se, de Andy Butler.
Coros infantis, batidas Voodoo e sinos anunciadores à volta da melodia de "A&E", disponível para download em:
Hercules & Love Affair (Remix) Goldfrapp "A&E"
quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008
Menos Step. Mais Dub.

sábado, 12 de Janeiro de 2008
Hercules And Love Affair rugem de novo

terça-feira, 8 de Janeiro de 2008
Jamie Lidell De Regresso em 2008?
Trip To Andorra

domingo, 6 de Janeiro de 2008
Download For Free... É 2008, Sabes?

Outra das grandes tendências e mais significantes será o "fim do álbum" enquanto colecção de canções e enquanto suporte fisico, dando lugar ao formato single e/ou "canção avulsa" em suporte digital, que veio e chegou para durar, mas a este assunto que nos é bastante caro voltaremos em breve.
Voltando ao download gratuito, disponibilizamos hoje e para nos estrearmos no Gold Over Blue em estilo sofisticado e espacial (vão-se habituando), duas propostas que desde já e sem hesitações anunciamos como 2 das canções mais fortes deste novo ano!
Holy Ghost! são uma dupla nova-iorquina formada por Nicholas Milhisen e Alexander Frankel, outrora respondendo plo nome de Automato, mas que agora são Holy Ghost! uma das propostas da fundamental DFA Records, propriedade de Tim Goldsworthy e James Murphy.
"Hold On" é o Maxi-Single de estreia desta dupla que apesar de sair no fim do ano que passou, só agora nos chegou às mãos, é uma canção NuDisco-Funk vinda do espaço, em manobras com sintetizadores analógicos e efeitos de produção vintage, tão ao jeito do melhor das edições da DFA, ao mesmo tempo orientada para as pistas de dança, como simplesmente pra ouvir, sonhar e nos deixarmos envolver com uma das melhores canções Pop-Delicatessen que ouvimos nos últimos tempos. Queremos mais. Irresístivel. Dance or dream!
Disponível para download legal em RcrDlbl.com:
Stuart Price está de volta com os seus Zoot Woman, e desta vez vale a pena reparar no rapaz. Porquê?
Sim, estamos cientes dos trabalhos dele enquanto Les Rythm Digitales, Thin White Duke, Jacques Lu Cont, etc., etc., etc... E claro sabemos também, por exemplo,do trabalho de produção de "Confessions On The Dance Floor", último disco de Madonna e provavelmente o pior disco de todos os tempos da senhora (se serviu para a colocar de novo nos Tops de todo o mundo , óptimo pra ela), o que não augurava grande cartão de visita para Stuart Price, na opinião do Gold Over Blue...
Acontece que o recente single "We Won't Break" amostra do terceiro disco de Price enquanto Zoot Woman com data anunciada para o primeiro semestre de 08, baralha todos os dados que conhecíamos do senhor, já que é um single monstruoso com um groove imenso e claramente na nossa opinião, não deixando de ser Pop Electrónico, há elementos de produção audazes e arriscados, denotando uma franca evolução na composição de sonoridades mais interessantes que nos fazem reconsiderar a opinião sobre Stuart Price. Às tantas há inclusivé uma linha de baixo reminisciente de algumas coisas boas que conhecemos. Fez-lhe muito bem ter trabalhado com New Order. Desde já, "We Won't Break" consideramos sem favores uma das melhores canções assinadas por Price, e se o álbum que se avizinha estiver à altura desta entrada, temos disco!!
"We Won't Break", disponível para download legal em Kohit.net:
